quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SERRA E O MEIO AMBIENTE*

Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no segundo turno. Veremos sua decisão.

De uma coisa podem estar certos: ela conhece, e bem, nossa posição sobre a agenda da sustentabilidade. E a valorosa Senadora do Acre sabe que o governo de Serra em São Paulo tomou medidas efetivas, com bons resultados, na defesa ecológica. Ela testemunhou, lá em Copenhague, na COP-15, a ousadia paulista na defesa do clima.

Marina Silva também sabe, há mais tempo, da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental, desde quando realizou exitosas parcerias com Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Descobriu, naquela época, a ligação do então presidente Fernando Henrique Cardoso com a agenda global, fato importante para o sucesso da grande Conferência Rio-92.

Ela viu nascer, durante o governo de FHC, as legislações estruturantes do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação) e dos Recursos Hídricos e da ANA (Agência Nacional das Águas), e as leis normatizadoras de Educação Ambiental e dos crimes ambientais. Apoiou a elevação da reserva legal na Amazônia de 50% para 80%, bem como a criação das reservas extrativistas, pelas quais militava com Chico Mendes. Marina Silva respeita a história tucana na questão da sustentabilidade.

José Serra visualiza o ambientalismo a partir de um raciocínio desenvolvimentista. Seu grande mentor se chama Ignacy Sachs, o economista que é pai do Ecodesenvolvimento. Economia Verde é o grande conceito para Serra.

Ele defende que o ativismo do Estado e a educação ambiental, que forma o cidadão consciente, impulsionarão uma nova economia, não predatória e de baixo carbono. O mercado vai valorizar o produto ecológico e depreciar o poluidor.

Contando com total apoio, trabalhei ao lado de José Serra no governo de São Paulo. Criamos uma agenda estratégica na Secretaria de Meio Ambiente. Menos discussão, mais resultado, me orientou o Governador. Surgiu, assim, o ambientalismo em ação.

Agimos de forma transparente e articulada, com respaldo do CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) e da Assembleia Legislativa. Estabelecemos parcerias de trabalho com as entidades ambientalistas, como a SOS Mata Atlântica, o WWF, o Greenpeace, o Instituto Socioambiental (ISA), a Amigos da Terra.

Negociamos com o setor produtivo, na construção civil, na indústria, na agricultura, as medidas necessárias para avançar na proteção do Meio Ambiente. São Paulo fez com orgulho sua lição de casa ambiental.

Fatos são mais importantes que palavras. Destaco aqui 21 ações ambientais concretas do governo Serra:

1) Fim dos lixões municipais;
2) Aprovação da lei de mudanças climáticas;
3) Projeto "Criança Ecológica”, de educação ambiental;
4) Fortalecimento da CETESB, unificando o licenciamento ambiental;
5) Apoio ao ecoturismo;
6) Reforço da Polícia Ambiental;
7) Fortalecimento dos comitês de bacias hidrográficas;
8) Descentralização via Município VerdeAzul;
9) Elaboração dos planos de manejo e estruturação dos conselhos dos parques;
10) Nova regulamentação dos mananciais metropolitanos;
11) Recuperação das matas ciliares;
12) Fim das queimadas de cana;
13) Proteção absoluta da Serra do Mar;
14) Licenciamento obrigatório dos postos de gasolina;
15) Financiamento da economia verde na Nossa Caixa Desenvolvimento;
16) Apoio à pesquisa científica sobre biodiversidade;
17) Redução do desmatamento no Estado;
18) Lei de proteção do cerrado paulista;
19) Combate à madeira ilegal da Amazônia;
20) Taxa de reposição florestal;
21) Introdução do pagamento por serviços ambientais aos agricultores familiares.

O município de São Paulo, com Eduardo Jorge à frente, implantou a inspeção veicular ambiental obrigatória, tendo a CETESB como agente técnico do inédito programa.

Junto com Fábio Feldman e muitas entidades, o governo estadual acionou na Justiça a Petrobras e a ANP exigindo, e parcialmente conseguindo, através de acordo judicial, a distribuição do óleo diesel limpo (D 50) nas dez maiores regiões metropolitanas do Brasil.

Nem o PSDB nem José Serra temem o debate ambiental, pois nós somos protagonistas da agenda da sustentabilidade. Baseado no conteúdo das ideias e na prática das ações, demonstramos vontade e tranquilidade para receber o apoio dos verdes no segundo turno das eleições presidenciais para José Serra.

Aliados ao PV, juntaremos forças e, certamente, vamos acelerar a construção da economia verde do futuro.

Bom para o Brasil. Melhor para a cidadania.

XICO GRAZIANO*
Articulador do "Proposta Serra"

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PESSOAS INCORRIGÍVEIS

Os latinos tinham plena clareza a respeito da nocividade dos erros na vida da sociedade e clara consciência quanto à possibilidade de sua correção, por parte das pessoas. Sabiam que a vida é um aprendizado constante, tanto no tocante àquilo que de bom acontece, quanto em relação àquilo que representa um dano para a coletividade e para as pessoas. Segundo eles e a pedagogia de todos os tempos, há sempre uma possibilidade de alguém corrigir os erros, desde que procure extrair deles as devidas lições. Sabiam no passado e hoje todos confirmam que “Errando discitur” (Errando se aprende). Assim, caindo em seus primeiros passos, a criança aprende a se firmar melhor, a fim de evitar novas quedas; os adolescentes e jovens, em seu ímpeto de afirmação, cometem erros que são evitados quando tomam consciência das consequências prejudiciais de seu comportamento; adultos não estão imunes de erros e, embora tardiamente, muitos reconsideram os seus atos, em razão dos males causados.

Na vida das pessoas, constatam-se erros que causam males de natureza física, moral e social. Nessa linha, apesar do conhecimento sobre a nocividade do fumo e do álcool, muitas pessoas contraem doenças que são prejudiciais ao seu organismo e, mesmo assim, não se corrigem, em tempo. O pecado se situa no plano dos erros morais que, na verdade, podem ser evitados, até porque, como ensina São Paulo, ninguém pode ser tentado acima de sua capacidade de resistência. (cf. 1Cor, 10,13) Na ordem social, há, igualmente, muitos erros cometidos por pessoas que têm a responsabilidade de administrar a ordem pública, com a necessária lisura, transparência e honestidade.

Muitos erros e abusos cometidos na administração pública estão sendo coibidos por uma vigilância maior dos Tribunais de Conta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, pela implementação de uma legislação fiscal mais rigorosa, por um sistema de fiscalização mais eficiente e por uma participação cidadã mais efetiva da população. Também nesse campo, há erros corrigíveis e isso está acontecendo, através de medidas preventivas e punitivas que a legislação impõe, a exemplo da legislação eleitoral que exige “Ficha Limpa” de candidatos a cargos públicos, punindo-os com a perda do direito de registro de candidatura ou afastando-os da função, se já em exercício de mandato eletivo. A sociedade constata que muitos erros estão sendo corrigidos nessa matéria, graças a essas providências.

No entanto, há pessoas incorrigíveis, no exercício de suas atividades. A sociedade acompanha, com perplexidade, o que aconteceu na Receita Federal e na Casa Civil da Presidência da República, envolvendo figuras ocultas da política partidária, personagens graduadas da administração pública e pessoas identificadas do mundo empresarial. Dessa maneira, erros da mesma natureza, cometidos por administradores públicos, políticos e empresários, em passado mais ou menos recente, continuam se reproduzindo na prática de pessoas que têm funções constitucionais de zelar pelo bem comum. O problema tem sua complexidade porque envolve pessoas que, além de serem pagas pelos cofres públicos, tiram proveito de uma administração infiel, por participação direta, cumplicidade ou omissão. O caso ocorrido na Receita Federal, muito provavelmente, tem conotação político-partidária, especialmente, por vir à tona no contexto do período eleitoral, e não deixa de ser preocupante porque a vida privada de contribuintes está sendo devassada, com fins escusos. O que ocorreu na Casa Civil aponta na direção de “tráfico de influência”, de proveito financeiro de burocratas e de favorecimento a terceiros.

Lamentavelmente, mais uma vez, a sociedade brasileira reconhece que, em matéria de corrupção, há pessoas incorrigíveis, no âmbito da administração pública e do mundo empresarial.

Dom Genival Saraiva de França

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA PROMOVE “I FEIRA DE PROFISSÕES”

O Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba - Campus II realizará no dia 14 de setembro a “I Feira de Profissões”. O evento ocorrerá nas dependências do Ginásio de Esportes, a partir das 13h00.

A “I Feira de Profissões” tem como finalidade oferecer ao estudante do ensino médio uma visão global e detalhada dos cursos existentes no Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Universidade Federal da Paraíba – Campus II, possibilitando a escolha da profissão no futuro, com segurança e consciência, dentro da área de atuação do aluno.

Na ocasião, os estudantes dos cursos de Agronomia, Zootecnia, Ciências Biológicas e Medicina Veterinária vão montar estandes para expor os trabalhos desenvolvidos durante to do o ano letivo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA FAZ DOAÇÃO DE MUDAS AO MUNICÍPIO DE BREJO DA MADRE DE DEUS

Em uma ação conjunta da Secretaria de Turismo e da Secretaria de Agricultura, 1.500 mudas foram doadas ao município como fruto de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Brejo da Madre de Deus e o Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba e serão utilizadas no Projeto de Arborização Urbana que está em andamento.

Segundo o Diretor do CCA, Prof. Dr. Djail Santos "Apoiamos e recomendamos iniciaticas como esta que permitem a ampliação da interação da Universidade com a sociedade em geral, a exemplo desse projeto".

As espécies doadas foram: Ipê Roxo, Ipê Rosa, Ipê Amarelo, Pau-Brasil, Craibeira, Angico, Castanha do Maranhão etc.

 


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quinta-feira, 8 de julho de 2010

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFPB UNE-SE A COMUNIDADE DE AREIA EM SOCORRO ÀS VÍTIMAS DAS ENCHENTES EM PERNAMBUCO E ALAGOAS

 

 

 

 


A Comunidade Universitária do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba uniu-se ao povo de Areia em socorro às vítimas das enchentes que atingiram os estados de Pernambuco e Alagoas. No sábado (03 de julho), foi realizado um grande mutirão que contou com a participação de representantes da Comunidade Universitária do Centro de Ciências Agrárias que se associou à iniciativa da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e teve a participação indispensável dos moradores da cidade de Areia.

Nesta quarta-feira (07 de julho), um terceiro caminhão saiu da frente do Museu Regional de Areia em direção ao município de Palmares em Pernambuco carregado de alimentos, material de higiene, roupas, lençóis, colchões etc.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

REITOR LAMENTA EM NOME DA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA MORTE DE RADEGUNDIS

Polari diz que a "Universidade, especialmente na sua área de música, certamente vai ter muita dificuldade de aprender a viver sem Radegundis"

O reitor da Universidade Federal da Paraíba, Rômulo Polari, manifestou no final da tarde desta quinta-feira (1) o sentimento de pesar em torno da morte do professor Radegundis Feitosa, chefe do Departamento de Música.

Por meio de nota, o Reitor afirma que a comunidade acadêmico-administrativa da UFPB está profundamente triste com a morte do professor Radegundis Feitosa.

Diz a nota do Reitor:

“Para mim, não há pesar ou luto capaz de traduzir o sentimento de amargura, desalento e dor dessa lamentável perda. O mundo acadêmico e musical da Paraíba e do Brasil sentirá muito a falta permanente desse talentoso e criativo artista. A nossa Universidade, especialmente na sua área de música, certamente vai ter muita dificuldade de aprender a viver sem Radegundis. Eu perdi um estimado colega e parceiro das lutas pelas boas causas em prol do engrandecimento artístico, científico e cultural da UFPB. Como diria o Poeta: sobram motivos para prantos!”

Música lamenta

Os professores e funcionários do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba e os estudantes dos cursos de Bacharelado, Licenciatura, Seqüenciais e de Extensão em Música do CCHLA/UFPB também lamentaram muito a morte. Em notas eles se afirmam "profundamente consternados com o trágico falecimento do professor Doutor RADEGUNDIS FEITOSA NUNES, vêm a público externar seu profundo pesar, prestando as condolências à família e aos amigos do extraordinário artista e colega que nos deixou um belíssimo exemplo de dedicação à causa da música e da academia."

A humanidade e a criatividade de Radegundis

O Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes da UFPB (CCHLA) emitiu, na tarde desta quinta-feira (1) nota de pesar pela morte do músico e professor da UFPB, Radegundis Feitosa. Na nota, o Centro destaca Radegundis como “um dos seus mais qualificados e queridos professores e um dos grandes instrumentistas brasileiros e paraibanos”.

“Os que tiveram a ventura de conhecê-lo, professores, funcionários, estudantes, orientados e orientandos, puderam conhecer da humanidade e generosidade de Radegundis. Sempre sorrindo, e dono de uma gargalhada incomparável, aliava a técnica musical ao humor, o conhecimento a alegria. Deixou uma obra que não morre e que vive na memória de todos”, destaca a nota do CCHLA.

A Diretoria Executiva da Associação Docente da UFPB (ADUFPB) também lamentou, por meio de nota, a morte do professor. “Generosa figura humana e grande músico paraibano, um dos principais trombonistas brasileiros, Radegundis era, atualmente, membro do Conselho de Representantes da ADUFPB. Sabendo que a obra de Radegundis é imorredoura, estendemos nossos pêsames à família e toda a sua enorme legião de amigos e admiradores” destaca a nota da ADUFPB.

MORTE DE RADEGUNDIS DEIXA TRISTE CLÁSSICOS E ROQUEIROS

O chefe do Departamento de Música da UFPB morreu em acidente de carro próximo à cidade de Itaporanga, para onde ia fazer apresentação musical.

“É uma perda irreparável e ainda estamos em estado de choque”. Foi assim que o músico Felipe Avellar de Aquino, professor do Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), comentou a morte do trombonista Radegundis Feitosa, chefe do Departamento de Música da UFPB. Radegundis morreu vítima de acidente de automóvel na manhã desta quinta-feira (1) durante viagem à sua terra natal, Itaporanga, aonde participaria de apresentação musical em comemoração ao aniversário da cidade.

O professor Felipe Avellar, que tocava violino em conjuntos musicais maiores ao lado de Radegundis, disse que toda a comunidade universitária e principalmente os profissionais ligados à música devem lamentar a morte do músico Radegundis que era doutor em Trombone Performance pela “The Catholic University of America” de Washington D.C. U.S.A (1991) e Mestre pela “The Juilliard School” de New York, U.S.A (1987).

A morte de Radegundis Feitosa repercutiu em vários ambientes musicais da Paraíba. Em uma lista de debates digitais sobre a cultura pop/rock no Estado, muitos profissionais e produtores lamentaram essa perda. É o caso, por exemplo, de Patativa, vocalista da banda Madalena Moog. Em sua postagem Patativa escreveu que Radegundis era a alma do Sexteto Brassil. “Ele (Radegundis) era empolgação pura, tocava com a alma”, lamentou o roqueiro.

Outro roqueiro, Haley Guimarães, membro da banda Burro Morto, lembrou que Radegundis tinha uma comunicação muito direta e veloz com o instrumento tocava: o trombone. Haley, que como técnico chegou a gravar Radegundis tocando com outros músicos em estúdio na cidade de João Pessoa, disse que toda pessoa que tem uma relação de intimidade com instrumento musical sabe o tempo e a dedicação que uma pessoa como Radegundis mantinha e o nível de criação em que estava. “Ver que em um segundo isso se esvai, é muito triste” finalizou.