quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

GOVERNO VAI ANTECIPAR PLANO SAFRA PARA REDUZIR PREÇOS

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou ontem (7) em reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag), que o Brasil não tem culpa da alta dos preços dos alimentos no mundo, visto que o País produz e vende seus produtos a preços justos. Além disso Rossi anunciou que o governo irá antecipar a divulgação do Plano Safra como forma de dar mais tranquilidade para o produtor brasileiro planejar o plantio de suas áreas.

O volume dos mecanismos de apoio à comercialização da safra chegará a R$ 400 milhões este ano, afirmou Wagner Rossi durante a reunião do Cosag, com o tema "Perspectivas do Agronegócio Brasileiro em 2011". Rossi confirmou que o governo antecipará a divulgação do Plano Safra 2011/2012 para que o produtor consiga planejar melhor o próximo plantio. O ministro também sinalizou novidades para melhorar o formato do seguro rural e reiterou incentivos para o acesso ao crédito via Programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

No encontro realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rossi disse que os grandes responsáveis pela alta dos preços do alimentos no mundo são os países desenvolvidos, que concedem altos subsídios aos seus produtores. "A pressão mundial quanto ao aumento dos alimentos é fruto de vários fatores nos quais o Brasil não tem culpa nenhuma. Com o subsidio que os países ricos pagam a seus produtores, os preços das mercadorias deles tendem a ficar mais caras mesmo", comentou ele.

Para ele, o Brasil não está gerando qualquer pressão sobre o mercado internacional, citando como exemplo alimentos muito consumidos pelos brasileiros como o arroz e o feijão, que seguem remunerando o produtor abaixo do preço mínimo. "Não foi o Brasil que introduziu a especulação financeira no mercado de commodities agricolas, ao contrário. Não somos nós que aumentamos o preço dos alimentos, tanto que o produtor brasileiro foi prejudicado durante anos com preços muito baixos. Um exemplo disso é o feijão e o arroz que é a base da alimentação do brasileiro, ambos estão abaixo do preço mínimo, nós temos que apoiar o produtor para que ele receba o preço mínimo, e isso não cobre todos os custos, cobre apenas custos variáveis", lembrou Rossi.

Segundo o ministro há também um problema estrutural de queda de oferta e aumento de demanda por alimentos, fato este que tem elevado as cotações agrícolas. "Há uma demanda superaquecida, impulsionada pela melhora da qualidade de vida nos países emergentes. Isso é bom. O povo quer comer e, com isso, o Brasil, que é o maior fornecedor mundial de alimentos, pode ser recompensado por seu esforço produtivo".

Rossi acredita que a pressão dos países mais ricos, após a destruição da agricultura artificial que criaram e mantiveram através de subsídios, não pode afetar o desenvolvimento de países emergentes com o Brasil. "Eles destruíram a sua agricultura artificial e subsidiada e agora querem limitar os ganhos modestos do produtor brasileiro. Quem está ganhando com isso é o especulador, que tenho certeza que não estão aqui, e sim nos grandes mercados", frisou.

O ministro Rossi criticou a posição de alguns países, como a França, que tem defendido limites para os preços agrícolas no mercado internacional. "Enquanto os preços estavam em níveis historicamente baixos eu não vi nenhum presidente da França, ou de outro país desenvolvido, defendendo limites para os preços. Agora que os grandes produtores, como o Brasil, têm tido protagonismo no mercado, surge esse tipo de proposta.

Como uma das medidas para amenizar os altos preços do milho no mercado nacional, o ministro anunciou que o governo vai realizar mais leilões, com maiores volumes do cereal. Essa medida foi uma das alternativas encontradas pelo ministério para evitar a alta nos preços dos frangos, que segundo representantes do setor, o preço da saca do milho estava sendo vendida no interior de São Paulo a R$ 32 a saca de 60 quilos do grão, ante os R$ 25 considerados justos pela cadeia. "Vamos fazer mais leilões e aumentar a quantidade do produto no mercado", finalizou Rossi.

Outro assunto abordado foi a respeito da reestruturação do mapa brasileiro, pautado pela presidente Dilma Rousseff. "Nenhum país no mundo pode ter um setor privado com o perfil empreendedor como o brasileiro e ter um setor público como o nosso. O empresário precisa ser valorizado", comentou.

Para ele a necessidade de implementar o projeto de modernização da pasta é fundamental, tanto que o ministério pretende lançar uma campanha de melhoria da imagem do agronegócio.

Fonte: Gazeta do Povo

NOVA MEDIDA FORTALECE COMBATE Ã BRUCELOSE E TUBERCULOSE EM BOVINOS

Em vigor desde janeiro deste ano, a Instrução Normativa nº 2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprimora as regras sobre certificação de propriedades no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT)


Esta normatização prevê novas regras para o ingresso de bezerras com até 24 meses em propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose.

A partir de agora, bezerras com idade inferior a 24 meses provenientes de fazendas não certificadas contra a brucelose poderão ingressar em propriedades em processo de certificação ou certificadas como livre das doenças, mediante apresentação do atestado individual de vacinação. Anteriormente, somente era permitida a entrada de fêmeas, nesta faixa etária, provenientes de propriedades já certificadas como livre de brucelose e tuberculose.

O objetivo da nova medida, com validade até 31 de janeiro de 2015, é incentivar a adesão de produtores ao PNCEBT e criar um número significativo de propriedades certificadas que ofereçam ao consumidor final produtos de baixo risco sanitário.

Durante o ano de 2010, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) juntamente com a coordenação do PNCEBT de Minas Gerais e Brasília realizaram reuniões com diversos produtores, dentre eles os de queijo minas artesanal, além de responsáveis por cooperativas e laticínios para buscar entendimento para uma maior adesão ao programa.

De acordo com a médica veterinária e coordenadora do PNCEB do IMA, Luciana Oliveira, a principal dificuldade apontada pelos produtores para adesão à certificação das propriedades foi a exigência da entrada de fêmeas com até 24 meses provenientes exclusivamente de propriedades certificadas.

“O IMA repassou as informações ao Ministério, que por sua vez acatou as reivindicações dos produtores e demais integrantes do setor produtivo. A partir disso, para estimular a adesão ao programa, foi realizada a alteração da Instrução Normativa nº 6/2004, que trata das regras do PNCEBT”, explica Luciana Oliveira.

O Programa

O PNCEBT é de adesão voluntária e tem como objetivo baixar a prevalência e incidência de novos casos de brucelose e tuberculose bovinas, bem como certificar propriedades como livres destas doenças.

O IMA é o órgão responsável pela execução das ações de defesa sanitária animal, em Minas Gerais e adota, desde 2001, os procedimentos previstos no PNCEBT.

De acordo com o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o setor público atua como agente certificador de um processo que envolve diretamente toda a cadeia produtiva do leite. “O PNCEBT é um importante instrumento para que os produtores rurais e o setor agroindustrial agreguem valor aos produtos, além de atestar ao consumidor final a qualidade do alimento”, explica.

O produtor que se interessar em certificar sua propriedade deve procurar o escritório do IMA ao qual pertence sua propriedade, acompanhado de médico veterinário habilitado.

Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

DEMANDA MUNDIAL VAI AMPLIAR VENDAS DE CARNE E GRÃOS

Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%

A forte demanda mundial por alimentos vai turbinar a posição brasileira no mercado internacional na próxima década. A previsão é que a participação do País nas exportações mundiais de grãos e carnes cresça, pelo menos, 7 pontos porcentuais até 2020. Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período, em torno de 3 pontos porcentuais.

As exportações desses produtos continuarão a crescer, mas em ritmo menor que o dos concorrentes, afirma o coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques. Estudo preliminar do governo mostra que, no caso do farelo de soja, a participação do Brasil no mercado internacional vai encolher de 22% para 19,5% até 2020; e a de óleo de soja, de 21% para 18%.

"Vamos perder participação nesse mercado por causa da concorrência de países como Argentina e Estados Unidos", diz Gasques. Na avaliação dos produtores, essa redução decorre de uma série de fatores. Um deles é que todos os países querem importar grãos para beneficiarem e agregarem valor ao produto. Assim geram mais investimentos e empregos.

Do outro lado, há a necessidade de uma política pública que incentive a exportação, como a redução de impostos, afirma o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho. Ele explica que a exportação do grão é isenta de ICMS. Mas, no caso do farelo e do óleo, se o produto for industrializado em Estado diferente do local de produção, há tributação no deslocamento. "Nosso desejo é vender mais farelo e óleo ao exterior. Para isso, o País tem de eliminar esse viés antiexportador."

De acordo com dados da Abiove, entre 2000 e 2010, o volume de exportação de farelo e óleo de soja cresceu 50%, enquanto o de soja em grão teve salto três vezes maior, de 153%. Esse ritmo deve continuar nos próximos anos. Até 2020, o Ministério da Agricultura projeta que a participação da soja em grãos no mercado mundial suba de 30% para 37%.

Carnes O destaque, no entanto, ficará com o avanço das exportações de carne, diz Gasques. Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%; e a de carne bovina, de 25% para 32%. Nesse caso, o maior aumento deverá ocorrer também em frango in natura, que é mais barata que a industrializada, completa o coordenador do Ministério da Agricultura. Detalhe: o preço médio da carne in natura é de US$ 1,673 a tonelada e a industrializada, US$ 2,755 a tonelada.

Para Gasques, embora a expectativa de crescimento da exportação dos produtos de maior valor agregado seja menor que a de matéria-prima, o Brasil terá ganhos significativos no agronegócio. Um deles é a diversificação dos produtos vendidos. "Antes era só café, açúcar e soja. Agora temos o avanço das carnes, sucos, leite, milho e frutas." No futuro, a lista de mercados liderados pelo Brasil pode incluir produtos como algodão, celulose, frango e etanol.

O líder global para o segmento de agronegócio da consultoria Accenture, Eduardo Barros, está convicto que o País tem plena condição para conquistar novos mercados no exterior. Ele lembra que nos últimos oito anos a participação do Brasil no mercado internacional quase dobrou para 7% de toda produção disponível.

"Esse número continuará em alta, especialmente porque a previsão é que a produção nacional cresça algo em torno de 40% nos próximos dez anos, enquanto nos Estados Unidos o avanço ficará entre 10% e 15%." Parte do aumento da produção ficará no mercado interno, cujo consumo também apresentará forte crescimento, por causa da melhora da renda da população.

Marketing e acordos. Barros pondera, entretanto, que o governo brasileiro precisa reforçar o marketing de seus produtos no exterior, a exemplo do que fez a Colômbia com o café. Na avaliação dele, isso faz uma grande diferença e facilita o aumento das exportações de novos produtos.

A superintendente técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rosemeire Cristina dos Santos, adiciona outro ingrediente necessário à expansão da participação brasileira no mercado global: os acordos bilaterais com outros países e blocos econômicos para reduzir ou eliminar tarifas de importação.

Para ela, a liderança do País no agronegócio depende muito dessas negociações, especialmente com a União Europeia. "Esse é um mercado extremamente importante para o Brasil."


Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br

sábado, 5 de fevereiro de 2011

CENTRO INTERNACIONAL CELSO FURTADO DE POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO OFERECE BOLSAS PARA MESTRADO E DOUTORADO

As bolsas se destinam ao apoio de pesquisas que tratem, na perspectiva da Economia ou de outras Ciências Sociais e tendo por referência o Brasil e outros países em desenvolvimento, de uma das linhas de pesquisas seguintes:

- Agricultura, recursos naturais e desenvolvimento;

- Aspectos políticos e institucionais do desenvolvimento;

- Desenvolvimento e mudança estrutural;

- Desenvolvimento local e regional no Nordeste;

- Desenvolvimento, política industrial e inovações tecnológicas;

- Emprego, distribuição de renda e pobreza;

- Financiamento do desenvolvimento;

- Integração regional e desenvolvimento;

- O pensamento de Celso Furtado;

- Restrição externa, crescimento e inflação;

- Teorias do desenvolvimento.

Período de inscrição: De 10 de dezembro a 16 de fevereiro de 2011

Divulgação do resultado: 28 de fevereiro de 2011

Início da concessão da bolsa: 01 de março de 2011

Edital e informações: www.centrocelsofurtado.org.br

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ALIMENTOS COMPROVADAMENTE PRODUZIDOS SEM AGROTÓXICOS TOMAM MAIS ESPAÇO NAS FEIRAS, MAS SISTEMA DE CONTROLE AINDA ESTÁ DESARTICULADO


Três anos depois de aprovada, a regulamentação da produção de alimentos orgânicos segue a passos lentos no Brasil. Apenas 5 mil produtores – de um total de 90 mil, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – se cadastraram até dezembro, apesar de o prazo ter sido prorrogado por um ano. Além disso, os órgãos públicos não se estruturaram para fiscalizar o trabalho dos produtores e das certificadoras. O controle recai sobre o consumidor, que começa a contar com instrumentos para diferenciar os produtos realmente cultivados sem agrotóxicos.

O selo que garante a conformidade do alimento orgânico diante da legislação federal se tornou a principal referência em feiras de orgânicos, a partir de onde o consumo vem se expandindo. Ele aparece ao lado das marcas das certificadoras registradas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ao Instituto Nacional de Metro¬logia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

O atraso na regulamentação efetiva é atribuído pelo setor à burocracia e a equívocos na interpretação da lei. “Além de o assunto ser muito complexo, muitas vezes o produtor não tem tempo de se dedicar à papelada”, afirma Lucilda Schemes, produtora de kiwi e proprietária de uma loja de orgânicos em Curitiba.

Diante da falta de orientação e das dificuldades enfrentadas pelos produtores, a agricultora Sandra Machado, de Campo Magro - município que fornece alimentos orgânicos para a capital -, se dispôs a cadastrar colegas de atividade. “Levei duas noites para conseguir preencher o primeiro formulário do Minis¬¬tério da Agricultura corretamente”, conta.

Ela faz parte de um Or¬¬ganismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac), que congrega dezenas de produtores da região. Em sua avaliação, a falta de planejamento tem sido o principal entrave para a regularização. “O Ministério quer saber o que vamos cultivar, quando e quantas safras, por exemplo. Mas, devido ao clima, fica difícil prever ou cumprir um cronograma à risca”, argumenta.

Há casos de produtores que contrataram certificadoras mas não se cadastraram junto ao Mapa. O governo informa que a contratação não dispensa o preenchimento do formulário padrão. O cadastramento continua e a fiscalização pode começar a qualquer momento. A legislação prevê multa de até R$ 1 milhão em caso de irregularidades.

“Se o governo for muito rigoroso, poderá desestimular o agricultor. A melhor saída é trabalhar na extensão rural, com orientação, e deixar claro que quem quer obter o selo nacional precisa se cadastrar”, diz Iniberto Hamer Schmidt, coordenador estadual de agricultura orgânica da Emater.
O Paraná é o estado com maior número de produtores de orgânicos familiares do Brasil. Em cerca de 5 mil propriedades de 2,6 hectares em média, colhe-se mais de 150 mil toneladas de alimentos ao ano. Segundo Schmidt, 144 do total de 399 municípios paranaenses produzem orgânicos. “Com a nova lei, precisaríamos de pelo menos 20 fiscais atuando no estado”, afirma.

SERVIÇO:

Os produtores que vendem orgânicos direto ao consumidor podem regularizar sua situação através do site www.prefiraorganicos.com.br. Os demais devem procurar escritórios do Ministério da Agricultura. Para mais informações, ligue para (61) 3218 2413(61) 3218 2413 ou escreva para orgânicos@agricultura.org.br.

O QUE FOI FEITO:

A legislação aprovada foi o primeiro passo para a regulamentação dos orgânicos.

Lei 10.831: Publicada em 2007, foi um marco nas discussões que vinham ocorrendo há mais de uma década. Gerou expectativa, mas não teve efeitos práticos imediatos. Definiu o que é alimento orgânico.

Decreto 6.323: Assinado pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2007, prometia deflagrar um processo de regularização de produtores, certificadoras e indústrias, o que ainda não ocorreu.

O QUE FALTA:

Boa parte dos alimentos orgânicos chega ao mercado sem cadastro nem certificação oficial.

Controle: A ampliação do sistema privado e participativo de certificação promete baratear e difundir o serviço, que custa até R$ 4 mil ao ano, mais porcentual das vendas, ao produtor interessado em exportar.

Banco de dados: A partir do cadastramento dos produtores, o Ministério da Agricultura deve disponibilizar informações das unidades produtivas aos consumidores pela internet.

LEGISLAÇÃO

Legislação foi publicada em 2007: A falta de articulação do governo e da cadeia dos orgânicos dificulta a regulamentação do setor produtivo desde 2007, quando foi publicada a legislação em vigor. Redigido em 2003, o texto oficial concedia prazo de um ano para adequações. Mas só quatro anos depois a lei foi regulamentada pelo Decreto 6.323, de 26 páginas. Há um ano, como as mudanças programadas não vinham ocorrendo, o prazo para que os produtores se cadastrassem foi prorrogado até dezembro passado. Atualmente, mesmo sem nova prorrogação oficial desse prazo, o cadastro continua.

Estão em vigor também as punições criadas para inibir irregularidades. A Lei 10.831 prevê de advertência a multa de até R$ 1 milhão, além da suspensão da comercialização do produto. A fiscalização ainda depende da contratação de pessoal.

A garantia de qualidade das frutas e verduras orgânicas tem sido o paladar dos compradores, principalmente os adeptos das feiras de ruas. A consumidora Maria Tereza Dorigo compra sempre dos mesmos fornecedores há cerca de dez anos. A diferença entre o convencional e o orgânico, segundo ela, é evidente. “O alimento orgânico é muito mais saboroso. Vale a pena pagar um pouco mais”.(CR)

Fonte: Gazeta do Povo

CASCA DE BANANA TRANSFORMADA EM PÓ PODE DESPOLUIR ÁGUA

Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.

Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.

O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.

BANANA VITAMINADA: Preparado feito com a casca da fruta - material normalmente descartado e de baixo custo - retira metais pesados da água:



"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.

Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros como as nanopartículas magnéticas -, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.

Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.

MASSA CRÍTICA

"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.

O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.

Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.

Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.

"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.

As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.

O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5mg do pó de banana.

Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".

O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.

Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel - muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.

Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.

Fonte: Folha.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

MONSANTO INSCREVE PARA O PROGRAMA DE TRAINEE ATÉ O DIA 16/11/2011

O Prof. Djail Santos, Diretor do Centro de Ciências Agrárias da UFPB nos informa que até o dia 16/01/2011 encontram-se abertas as inscrições para o Programa de Trainee da MONSANTO: Área Comercial de Biotecnologia.

Cargo (CLT): Representante Comercial de Biotecnologia - Vagas em todo o Brasil

Pré- Requisitos:
Formados em Agronomia ou Engenharia Agronômica
Ano de Formação: 2010 / 2009 / 2008 / 2007 / 2006
Inglês Desejável
Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH)

Para mais informações acesse: www.ciadetalentos.com.br/monsanto