Em vigor desde janeiro deste ano, a Instrução Normativa nº 2 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) aprimora as regras sobre certificação de propriedades no Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT)
Esta normatização prevê novas regras para o ingresso de bezerras com até 24 meses em propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose.
A partir de agora, bezerras com idade inferior a 24 meses provenientes de fazendas não certificadas contra a brucelose poderão ingressar em propriedades em processo de certificação ou certificadas como livre das doenças, mediante apresentação do atestado individual de vacinação. Anteriormente, somente era permitida a entrada de fêmeas, nesta faixa etária, provenientes de propriedades já certificadas como livre de brucelose e tuberculose.
O objetivo da nova medida, com validade até 31 de janeiro de 2015, é incentivar a adesão de produtores ao PNCEBT e criar um número significativo de propriedades certificadas que ofereçam ao consumidor final produtos de baixo risco sanitário.
Durante o ano de 2010, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) juntamente com a coordenação do PNCEBT de Minas Gerais e Brasília realizaram reuniões com diversos produtores, dentre eles os de queijo minas artesanal, além de responsáveis por cooperativas e laticínios para buscar entendimento para uma maior adesão ao programa.
De acordo com a médica veterinária e coordenadora do PNCEB do IMA, Luciana Oliveira, a principal dificuldade apontada pelos produtores para adesão à certificação das propriedades foi a exigência da entrada de fêmeas com até 24 meses provenientes exclusivamente de propriedades certificadas.
“O IMA repassou as informações ao Ministério, que por sua vez acatou as reivindicações dos produtores e demais integrantes do setor produtivo. A partir disso, para estimular a adesão ao programa, foi realizada a alteração da Instrução Normativa nº 6/2004, que trata das regras do PNCEBT”, explica Luciana Oliveira.
O Programa
O PNCEBT é de adesão voluntária e tem como objetivo baixar a prevalência e incidência de novos casos de brucelose e tuberculose bovinas, bem como certificar propriedades como livres destas doenças.
O IMA é o órgão responsável pela execução das ações de defesa sanitária animal, em Minas Gerais e adota, desde 2001, os procedimentos previstos no PNCEBT.
De acordo com o diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto, o setor público atua como agente certificador de um processo que envolve diretamente toda a cadeia produtiva do leite. “O PNCEBT é um importante instrumento para que os produtores rurais e o setor agroindustrial agreguem valor aos produtos, além de atestar ao consumidor final a qualidade do alimento”, explica.
O produtor que se interessar em certificar sua propriedade deve procurar o escritório do IMA ao qual pertence sua propriedade, acompanhado de médico veterinário habilitado.
Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
UM ESPAÇO ABERTO PARA A LIVRE MANIFESTAÇÃO DE PENSAMENTO DE TODOS QUE COMPÕEM O CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS II.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
DEMANDA MUNDIAL VAI AMPLIAR VENDAS DE CARNE E GRÃOS
Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%
A forte demanda mundial por alimentos vai turbinar a posição brasileira no mercado internacional na próxima década. A previsão é que a participação do País nas exportações mundiais de grãos e carnes cresça, pelo menos, 7 pontos porcentuais até 2020. Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período, em torno de 3 pontos porcentuais.
As exportações desses produtos continuarão a crescer, mas em ritmo menor que o dos concorrentes, afirma o coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques. Estudo preliminar do governo mostra que, no caso do farelo de soja, a participação do Brasil no mercado internacional vai encolher de 22% para 19,5% até 2020; e a de óleo de soja, de 21% para 18%.
"Vamos perder participação nesse mercado por causa da concorrência de países como Argentina e Estados Unidos", diz Gasques. Na avaliação dos produtores, essa redução decorre de uma série de fatores. Um deles é que todos os países querem importar grãos para beneficiarem e agregarem valor ao produto. Assim geram mais investimentos e empregos.
Do outro lado, há a necessidade de uma política pública que incentive a exportação, como a redução de impostos, afirma o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho. Ele explica que a exportação do grão é isenta de ICMS. Mas, no caso do farelo e do óleo, se o produto for industrializado em Estado diferente do local de produção, há tributação no deslocamento. "Nosso desejo é vender mais farelo e óleo ao exterior. Para isso, o País tem de eliminar esse viés antiexportador."
De acordo com dados da Abiove, entre 2000 e 2010, o volume de exportação de farelo e óleo de soja cresceu 50%, enquanto o de soja em grão teve salto três vezes maior, de 153%. Esse ritmo deve continuar nos próximos anos. Até 2020, o Ministério da Agricultura projeta que a participação da soja em grãos no mercado mundial suba de 30% para 37%.
Carnes O destaque, no entanto, ficará com o avanço das exportações de carne, diz Gasques. Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%; e a de carne bovina, de 25% para 32%. Nesse caso, o maior aumento deverá ocorrer também em frango in natura, que é mais barata que a industrializada, completa o coordenador do Ministério da Agricultura. Detalhe: o preço médio da carne in natura é de US$ 1,673 a tonelada e a industrializada, US$ 2,755 a tonelada.
Para Gasques, embora a expectativa de crescimento da exportação dos produtos de maior valor agregado seja menor que a de matéria-prima, o Brasil terá ganhos significativos no agronegócio. Um deles é a diversificação dos produtos vendidos. "Antes era só café, açúcar e soja. Agora temos o avanço das carnes, sucos, leite, milho e frutas." No futuro, a lista de mercados liderados pelo Brasil pode incluir produtos como algodão, celulose, frango e etanol.
O líder global para o segmento de agronegócio da consultoria Accenture, Eduardo Barros, está convicto que o País tem plena condição para conquistar novos mercados no exterior. Ele lembra que nos últimos oito anos a participação do Brasil no mercado internacional quase dobrou para 7% de toda produção disponível.
"Esse número continuará em alta, especialmente porque a previsão é que a produção nacional cresça algo em torno de 40% nos próximos dez anos, enquanto nos Estados Unidos o avanço ficará entre 10% e 15%." Parte do aumento da produção ficará no mercado interno, cujo consumo também apresentará forte crescimento, por causa da melhora da renda da população.
Marketing e acordos. Barros pondera, entretanto, que o governo brasileiro precisa reforçar o marketing de seus produtos no exterior, a exemplo do que fez a Colômbia com o café. Na avaliação dele, isso faz uma grande diferença e facilita o aumento das exportações de novos produtos.
A superintendente técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rosemeire Cristina dos Santos, adiciona outro ingrediente necessário à expansão da participação brasileira no mercado global: os acordos bilaterais com outros países e blocos econômicos para reduzir ou eliminar tarifas de importação.
Para ela, a liderança do País no agronegócio depende muito dessas negociações, especialmente com a União Europeia. "Esse é um mercado extremamente importante para o Brasil."
Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
A forte demanda mundial por alimentos vai turbinar a posição brasileira no mercado internacional na próxima década. A previsão é que a participação do País nas exportações mundiais de grãos e carnes cresça, pelo menos, 7 pontos porcentuais até 2020. Em contrapartida, a fatia de alguns produtos de maior valor agregado, como o farelo de soja e o óleo de soja, sofrerá uma redução no período, em torno de 3 pontos porcentuais.
As exportações desses produtos continuarão a crescer, mas em ritmo menor que o dos concorrentes, afirma o coordenador de planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, José Gasques. Estudo preliminar do governo mostra que, no caso do farelo de soja, a participação do Brasil no mercado internacional vai encolher de 22% para 19,5% até 2020; e a de óleo de soja, de 21% para 18%.
"Vamos perder participação nesse mercado por causa da concorrência de países como Argentina e Estados Unidos", diz Gasques. Na avaliação dos produtores, essa redução decorre de uma série de fatores. Um deles é que todos os países querem importar grãos para beneficiarem e agregarem valor ao produto. Assim geram mais investimentos e empregos.
Do outro lado, há a necessidade de uma política pública que incentive a exportação, como a redução de impostos, afirma o secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho. Ele explica que a exportação do grão é isenta de ICMS. Mas, no caso do farelo e do óleo, se o produto for industrializado em Estado diferente do local de produção, há tributação no deslocamento. "Nosso desejo é vender mais farelo e óleo ao exterior. Para isso, o País tem de eliminar esse viés antiexportador."
De acordo com dados da Abiove, entre 2000 e 2010, o volume de exportação de farelo e óleo de soja cresceu 50%, enquanto o de soja em grão teve salto três vezes maior, de 153%. Esse ritmo deve continuar nos próximos anos. Até 2020, o Ministério da Agricultura projeta que a participação da soja em grãos no mercado mundial suba de 30% para 37%.
Carnes O destaque, no entanto, ficará com o avanço das exportações de carne, diz Gasques. Até o fim da década, a fatia de mercado da carne de frango brasileira saltará de 42% para 48%; e a de carne bovina, de 25% para 32%. Nesse caso, o maior aumento deverá ocorrer também em frango in natura, que é mais barata que a industrializada, completa o coordenador do Ministério da Agricultura. Detalhe: o preço médio da carne in natura é de US$ 1,673 a tonelada e a industrializada, US$ 2,755 a tonelada.
Para Gasques, embora a expectativa de crescimento da exportação dos produtos de maior valor agregado seja menor que a de matéria-prima, o Brasil terá ganhos significativos no agronegócio. Um deles é a diversificação dos produtos vendidos. "Antes era só café, açúcar e soja. Agora temos o avanço das carnes, sucos, leite, milho e frutas." No futuro, a lista de mercados liderados pelo Brasil pode incluir produtos como algodão, celulose, frango e etanol.
O líder global para o segmento de agronegócio da consultoria Accenture, Eduardo Barros, está convicto que o País tem plena condição para conquistar novos mercados no exterior. Ele lembra que nos últimos oito anos a participação do Brasil no mercado internacional quase dobrou para 7% de toda produção disponível.
"Esse número continuará em alta, especialmente porque a previsão é que a produção nacional cresça algo em torno de 40% nos próximos dez anos, enquanto nos Estados Unidos o avanço ficará entre 10% e 15%." Parte do aumento da produção ficará no mercado interno, cujo consumo também apresentará forte crescimento, por causa da melhora da renda da população.
Marketing e acordos. Barros pondera, entretanto, que o governo brasileiro precisa reforçar o marketing de seus produtos no exterior, a exemplo do que fez a Colômbia com o café. Na avaliação dele, isso faz uma grande diferença e facilita o aumento das exportações de novos produtos.
A superintendente técnica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Rosemeire Cristina dos Santos, adiciona outro ingrediente necessário à expansão da participação brasileira no mercado global: os acordos bilaterais com outros países e blocos econômicos para reduzir ou eliminar tarifas de importação.
Para ela, a liderança do País no agronegócio depende muito dessas negociações, especialmente com a União Europeia. "Esse é um mercado extremamente importante para o Brasil."
Fonte: www.portaldoagronegocio.com.br
sábado, 5 de fevereiro de 2011
CENTRO INTERNACIONAL CELSO FURTADO DE POLÍTICAS PARA O DESENVOLVIMENTO OFERECE BOLSAS PARA MESTRADO E DOUTORADO
As bolsas se destinam ao apoio de pesquisas que tratem, na perspectiva da Economia ou de outras Ciências Sociais e tendo por referência o Brasil e outros países em desenvolvimento, de uma das linhas de pesquisas seguintes:
- Agricultura, recursos naturais e desenvolvimento;
- Aspectos políticos e institucionais do desenvolvimento;
- Desenvolvimento e mudança estrutural;
- Desenvolvimento local e regional no Nordeste;
- Desenvolvimento, política industrial e inovações tecnológicas;
- Emprego, distribuição de renda e pobreza;
- Financiamento do desenvolvimento;
- Integração regional e desenvolvimento;
- O pensamento de Celso Furtado;
- Restrição externa, crescimento e inflação;
- Teorias do desenvolvimento.
Período de inscrição: De 10 de dezembro a 16 de fevereiro de 2011
Divulgação do resultado: 28 de fevereiro de 2011
Início da concessão da bolsa: 01 de março de 2011
Edital e informações: www.centrocelsofurtado.org.br
- Agricultura, recursos naturais e desenvolvimento;
- Aspectos políticos e institucionais do desenvolvimento;
- Desenvolvimento e mudança estrutural;
- Desenvolvimento local e regional no Nordeste;
- Desenvolvimento, política industrial e inovações tecnológicas;
- Emprego, distribuição de renda e pobreza;
- Financiamento do desenvolvimento;
- Integração regional e desenvolvimento;
- O pensamento de Celso Furtado;
- Restrição externa, crescimento e inflação;
- Teorias do desenvolvimento.
Período de inscrição: De 10 de dezembro a 16 de fevereiro de 2011
Divulgação do resultado: 28 de fevereiro de 2011
Início da concessão da bolsa: 01 de março de 2011
Edital e informações: www.centrocelsofurtado.org.br
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
ALIMENTOS COMPROVADAMENTE PRODUZIDOS SEM AGROTÓXICOS TOMAM MAIS ESPAÇO NAS FEIRAS, MAS SISTEMA DE CONTROLE AINDA ESTÁ DESARTICULADO

Três anos depois de aprovada, a regulamentação da produção de alimentos orgânicos segue a passos lentos no Brasil. Apenas 5 mil produtores – de um total de 90 mil, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – se cadastraram até dezembro, apesar de o prazo ter sido prorrogado por um ano. Além disso, os órgãos públicos não se estruturaram para fiscalizar o trabalho dos produtores e das certificadoras. O controle recai sobre o consumidor, que começa a contar com instrumentos para diferenciar os produtos realmente cultivados sem agrotóxicos.
O selo que garante a conformidade do alimento orgânico diante da legislação federal se tornou a principal referência em feiras de orgânicos, a partir de onde o consumo vem se expandindo. Ele aparece ao lado das marcas das certificadoras registradas junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e ao Instituto Nacional de Metro¬logia Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
O atraso na regulamentação efetiva é atribuído pelo setor à burocracia e a equívocos na interpretação da lei. “Além de o assunto ser muito complexo, muitas vezes o produtor não tem tempo de se dedicar à papelada”, afirma Lucilda Schemes, produtora de kiwi e proprietária de uma loja de orgânicos em Curitiba.
Diante da falta de orientação e das dificuldades enfrentadas pelos produtores, a agricultora Sandra Machado, de Campo Magro - município que fornece alimentos orgânicos para a capital -, se dispôs a cadastrar colegas de atividade. “Levei duas noites para conseguir preencher o primeiro formulário do Minis¬¬tério da Agricultura corretamente”, conta.
Ela faz parte de um Or¬¬ganismo Participativo de Avaliação de Conformidade (Opac), que congrega dezenas de produtores da região. Em sua avaliação, a falta de planejamento tem sido o principal entrave para a regularização. “O Ministério quer saber o que vamos cultivar, quando e quantas safras, por exemplo. Mas, devido ao clima, fica difícil prever ou cumprir um cronograma à risca”, argumenta.
Há casos de produtores que contrataram certificadoras mas não se cadastraram junto ao Mapa. O governo informa que a contratação não dispensa o preenchimento do formulário padrão. O cadastramento continua e a fiscalização pode começar a qualquer momento. A legislação prevê multa de até R$ 1 milhão em caso de irregularidades.
“Se o governo for muito rigoroso, poderá desestimular o agricultor. A melhor saída é trabalhar na extensão rural, com orientação, e deixar claro que quem quer obter o selo nacional precisa se cadastrar”, diz Iniberto Hamer Schmidt, coordenador estadual de agricultura orgânica da Emater.
O Paraná é o estado com maior número de produtores de orgânicos familiares do Brasil. Em cerca de 5 mil propriedades de 2,6 hectares em média, colhe-se mais de 150 mil toneladas de alimentos ao ano. Segundo Schmidt, 144 do total de 399 municípios paranaenses produzem orgânicos. “Com a nova lei, precisaríamos de pelo menos 20 fiscais atuando no estado”, afirma.
SERVIÇO:
Os produtores que vendem orgânicos direto ao consumidor podem regularizar sua situação através do site www.prefiraorganicos.com.br. Os demais devem procurar escritórios do Ministério da Agricultura. Para mais informações, ligue para (61) 3218 2413(61) 3218 2413 ou escreva para orgânicos@agricultura.org.br.
O QUE FOI FEITO:
A legislação aprovada foi o primeiro passo para a regulamentação dos orgânicos.
Lei 10.831: Publicada em 2007, foi um marco nas discussões que vinham ocorrendo há mais de uma década. Gerou expectativa, mas não teve efeitos práticos imediatos. Definiu o que é alimento orgânico.
Decreto 6.323: Assinado pelo ex-presidente Lula em dezembro de 2007, prometia deflagrar um processo de regularização de produtores, certificadoras e indústrias, o que ainda não ocorreu.
O QUE FALTA:
Boa parte dos alimentos orgânicos chega ao mercado sem cadastro nem certificação oficial.
Controle: A ampliação do sistema privado e participativo de certificação promete baratear e difundir o serviço, que custa até R$ 4 mil ao ano, mais porcentual das vendas, ao produtor interessado em exportar.
Banco de dados: A partir do cadastramento dos produtores, o Ministério da Agricultura deve disponibilizar informações das unidades produtivas aos consumidores pela internet.
LEGISLAÇÃO
Legislação foi publicada em 2007: A falta de articulação do governo e da cadeia dos orgânicos dificulta a regulamentação do setor produtivo desde 2007, quando foi publicada a legislação em vigor. Redigido em 2003, o texto oficial concedia prazo de um ano para adequações. Mas só quatro anos depois a lei foi regulamentada pelo Decreto 6.323, de 26 páginas. Há um ano, como as mudanças programadas não vinham ocorrendo, o prazo para que os produtores se cadastrassem foi prorrogado até dezembro passado. Atualmente, mesmo sem nova prorrogação oficial desse prazo, o cadastro continua.
Estão em vigor também as punições criadas para inibir irregularidades. A Lei 10.831 prevê de advertência a multa de até R$ 1 milhão, além da suspensão da comercialização do produto. A fiscalização ainda depende da contratação de pessoal.
A garantia de qualidade das frutas e verduras orgânicas tem sido o paladar dos compradores, principalmente os adeptos das feiras de ruas. A consumidora Maria Tereza Dorigo compra sempre dos mesmos fornecedores há cerca de dez anos. A diferença entre o convencional e o orgânico, segundo ela, é evidente. “O alimento orgânico é muito mais saboroso. Vale a pena pagar um pouco mais”.(CR)
Fonte: Gazeta do Povo
CASCA DE BANANA TRANSFORMADA EM PÓ PODE DESPOLUIR ÁGUA
Esnobada por indústrias, restaurantes e até donas de casa, a casca de banana pode em breve dar a volta por cima.
Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.
O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.
BANANA VITAMINADA: Preparado feito com a casca da fruta - material normalmente descartado e de baixo custo - retira metais pesados da água:

"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.
Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros como as nanopartículas magnéticas -, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.
Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.
MASSA CRÍTICA
"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.
O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.
Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.
Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.
"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.
As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.
O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5mg do pó de banana.
Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".
O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.
Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel - muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.
Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.
Fonte: Folha.com
Descobriu-se que, a partir de um pó feito com ela, é possível descontaminar a água com metais pesados de um jeito eficaz e barato.
O projeto é de Milena Boniolo, doutoranda em química pela Ufscar (Universidade Federal de São Carlos, no interior paulista), que teve a ideia ao assistir a uma reportagem sobre o desperdício de banana no Brasil.
BANANA VITAMINADA: Preparado feito com a casca da fruta - material normalmente descartado e de baixo custo - retira metais pesados da água:

"Só na Grande São Paulo, quase quatro toneladas de cascas de banana são desperdiçadas por semana. E isso é apenas nos restaurantes", diz a pesquisadora.
Boniolo já trabalhava com estratégias de despoluição da água, mas eram métodos caros como as nanopartículas magnéticas -, o que inviabilizava o uso em pequenas indústrias.
Com as cascas de banana, não há esse problema. Como o produto tem pouquíssimo interesse comercial, já existem empresas dispostas a simplesmente doá-las.
MASSA CRÍTICA
"Como o volume de sobras de banana é muito grande, as empresas têm gastos para descartar adequadamente esse material. Isso é um incentivo para que elas participem das pesquisas", afirma.
O método de despoluição se aproveita de um dos princípios básicos da química: os opostos se atraem.
Na casca da banana, há grande quantidade de moléculas carregadas negativamente. Elas conseguem atrair os metais pesados, positivamente carregados.
Para que isso aconteça, no entanto, é preciso potencializar essas propriedades na banana. Isso é feito de forma bastante simples e quase sem gastos de energia.
"Eu comecei fazendo em casa. É realmente muito fácil", diz Boniolo.
As cascas de banana são colocadas em assadeiras e ficam secando ao sol durante quase uma semana. Esse material é então triturado e, depois, passa por uma peneira especial. Isso garante que as partículas sejam uniformes.
O resultado é um pó finíssimo, que é adicionado à água contaminada. Para cada 100 ml a serem despoluídos, usa-se cerca de 5mg do pó de banana.
Em laboratório, o índice de descontaminação foi de no mínimo 65% a cada vez que a água passava pelo processo. Ou seja: se for colocado em prática repetidas vezes, é possível chegar a níveis altos de "limpeza".
O projeto, que foi apresentado na dissertação de mestrado da pesquisadora no Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares), foi pensado com urânio.
Mas, segundo Boniolo, é eficaz também com outros metais, como cádmio, chumbo e níquel - muito usados na indústria. Além de convites para apresentar a ideia no Brasil e na Inglaterra, a química também ganhou o Prêmio Jovem Cientista.
Agora, segundo ela, é preciso encontrar parceiros para viabilizar o uso da técnica em escala industrial.
Fonte: Folha.com
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
MONSANTO INSCREVE PARA O PROGRAMA DE TRAINEE ATÉ O DIA 16/11/2011
O Prof. Djail Santos, Diretor do Centro de Ciências Agrárias da UFPB nos informa que até o dia 16/01/2011 encontram-se abertas as inscrições para o Programa de Trainee da MONSANTO: Área Comercial de Biotecnologia.
Cargo (CLT): Representante Comercial de Biotecnologia - Vagas em todo o Brasil
Pré- Requisitos:
Formados em Agronomia ou Engenharia Agronômica
Ano de Formação: 2010 / 2009 / 2008 / 2007 / 2006
Inglês Desejável
Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Para mais informações acesse: www.ciadetalentos.com.br/monsanto
Cargo (CLT): Representante Comercial de Biotecnologia - Vagas em todo o Brasil
Pré- Requisitos:
Formados em Agronomia ou Engenharia Agronômica
Ano de Formação: 2010 / 2009 / 2008 / 2007 / 2006
Inglês Desejável
Possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
Para mais informações acesse: www.ciadetalentos.com.br/monsanto
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
LYNALDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE: UMA TRAJETÓRIA BRILHANTE
O Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque nasceu em Campina Grande, em 8 de dezembro de 1932. Concluiu o curso de Engenharia Civil em 1955, na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Retornou para Campina Grande e atuou como Engenheiro Calculista e Professor da antiga Escola Politécnica (POLI) da Universidade Federal da Paraíba, embrião da atual UFCG, onde entre os anos de 1967 a 1972, exerceu diversas cátedras como professor titular, culminando sua brilhante carreira como reitor da instituição, cargo que exerceu de 1976 a 1980.
Tido como um empreendedor acadêmico, o Professor Lynaldo através de sua visão de futuro e por acreditar na coragem e determinação do povo paraibano, criou num enclave do semi-árido, Campina Grande, uma ilha de excelência em produção e disseminação do conhecimento, principalmente em ciência e tecnologia.
Foi desbravador e pioneiro em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e a UFCG é hoje referência tecnológica graças a seus primeiros esforços. Para isso contribuíram a realização de acordos de cooperação e intercâmbios com órgãos e instituições nacionais e internacionais de renome, a exemplo da Universidade da Califórnia, Conselho Britânico, agências da Alemanha, França, Canadá e Holanda, e no Brasil com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica ITA, que mudaram o perfil da instituição, aprimorando-a com a troca de experiências proporcionada pelos professores visitantes, pela contratação de especialistas e pelo treinamento do quadro docente.
Em Campina Grande foi instalado o segundo computador digital do Brasil em instituição de ensino, numa grande luta do Professor Lynaldo. Foram criados cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Sistemas da Computação, posteriormente, com os programas de Pós-Graduação sendo a Paraíba, por conta dessas iniciativas, referência em educação superior e na liderança na área de tecnologia nas regiões Norte e Nordeste do País.
Outras realizações do Professor Lynaldo, foram a criação de organismos de apoio e extensão das atividades da Universidade, com a disseminação do conhecimento produzido, a exemplo das Fundações de Pesquisa e o fomento ao estudo dos problemas regionais, por acreditar firmemente no potencial local como fator de progresso e desenvolvimento econômico.
A sua passagem pela Presidência do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, entre 1980 e 1985, foi importante e emblemática para a área de ciência e tecnologia, pois promoveu a disseminação de Núcleos de Inovações Tecnológicas e a implantação de Parques Tecnológicos em todo o país, além de implantar programas que proporcionaram uma mais ampla integração entre as Universidades, Institutos de Pesquisa e empresas.
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque é uma legenda e um nome nacional na área de promoção da educação tecnológica, da pesquisa e desenvolvimento e da ciência e tecnologia. Exerceu importantes cargos, dentre eles podemos citar que foi representante da Região da América Latina e Caribe no ComitêExecutivo da World Association of Industrial and Technological Research Organizations (WAITRO), entre os anos de 1985 a 1988. De 1998 a 2004, foi diretor do Centro de Ensino Superior da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica de Manaus. Foi também Presidente do CRUB-Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, entre 1977/1978 e Assessor Especial do Ministério da Educação, no período de 1985 a 1988. Atualmente é Secretário Executivo da ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica.
O seu trabalho, por profícuo e importante, já foi distinguido e reconhecido com honrarias de diversas instituições do país e do exterior, tendo recebido o título de DoutorHonoris Causa das seguintes Universidades: Universidade Federal do Maranhão, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal do semi-árido do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Waterloo University of Canada e Universidade Federal da Paraíba.
Mas, nenhum, segundo as palavras do homenageado, tem a importância do título concedido pela Universidade Federal de Campina Grande: Eu recebo essa homenagem com muita honra, com um sentimento de que o meu esforço de tantos anos pelo ensino superior da Paraíba se traduz em algum reconhecimento; e, como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) resultou de um desmembramento da Federal da Paraíba, gratifica- me, mais ainda, ter recebido - háuns dez anos atrás - um título também de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba, quando ainda era uma só. Agora, após a separação, os órgãos superiores da UFCG também me concederam uma homenagem que, provavelmente, será a última da minha vida. Dos meus mais de dez títulos de Doutor Honoris Causa, esse certamente será o último. E, portanto, maior a sua importância.
Durante a solenidade, o Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, assim se pronunciou sobre a honraria: Sinto-me honrado por receber essa homenagem, que considero um reconhecimento pelo trabalho que realizei em prol da sociedade; homenagem muito especial, já que recebo de amigos com quem trabalhei e convivi por tantos anos. Hoje, vejo com satisfação a UFCG, sob a liderança do professor Thompson Mariz, retomar o processo de regionalização e interiorização do ensino superior por mim iniciado quando reitor da UFPB, e interrompido há mais de 20 anos. Continuo acreditando que o Semi-árido é viável, desde que haja conhecimento e qualificação.
Ao concluir minhas palavras sobre o Professor Lynaldo Cavalcanti, não sem antes dizer que todas as honrarias e homenagens ainda não serão suficientes para quem, durante toda uma vida, dedicou e ainda dedica seu tempo, seu saber para a melhoria das condições de vida de seus semelhantes, utilizando um dos melhores instrumentos postos à disposição do homem que é a educação, tomo emprestado as palavras do Reitor da UFCG, Thompson Mariz, em seu discurso de saudação, que bem sintetizam o Professor, Humanista e Intelectual Lynaldo Cavalcanti:
Toda homenagem prestada ao mestre não é ainda suficiente para demonstrar a nossa gratidão. Durante seu reitorado na UFPB, o Dr. Lynaldo assumiu riscos e metas audaciosas, visando estimular o progresso da universidade e da região, por acreditar que a educação pública, em todos os níveis, especialmente o ensino superior, é a mais importante providência para fixação do homem no interior. Gostaria de dizer, Dr. Lynaldo Cavalcanti, que o sonho plantado pela sua liderança visionária não morreu. Esteve adormecido É bem verdade! - durante longos anos de retração de governos passados que impuseram, no mínimo, duas décadas de falta de investimento nas Instituições Federais de Ensino Superior. Mas essa realidade, felizmente, vem mudando!
Fonte: UFCG
Tido como um empreendedor acadêmico, o Professor Lynaldo através de sua visão de futuro e por acreditar na coragem e determinação do povo paraibano, criou num enclave do semi-árido, Campina Grande, uma ilha de excelência em produção e disseminação do conhecimento, principalmente em ciência e tecnologia.
Foi desbravador e pioneiro em pesquisa e desenvolvimento tecnológico e a UFCG é hoje referência tecnológica graças a seus primeiros esforços. Para isso contribuíram a realização de acordos de cooperação e intercâmbios com órgãos e instituições nacionais e internacionais de renome, a exemplo da Universidade da Califórnia, Conselho Britânico, agências da Alemanha, França, Canadá e Holanda, e no Brasil com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica ITA, que mudaram o perfil da instituição, aprimorando-a com a troca de experiências proporcionada pelos professores visitantes, pela contratação de especialistas e pelo treinamento do quadro docente.
Em Campina Grande foi instalado o segundo computador digital do Brasil em instituição de ensino, numa grande luta do Professor Lynaldo. Foram criados cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Sistemas da Computação, posteriormente, com os programas de Pós-Graduação sendo a Paraíba, por conta dessas iniciativas, referência em educação superior e na liderança na área de tecnologia nas regiões Norte e Nordeste do País.
Outras realizações do Professor Lynaldo, foram a criação de organismos de apoio e extensão das atividades da Universidade, com a disseminação do conhecimento produzido, a exemplo das Fundações de Pesquisa e o fomento ao estudo dos problemas regionais, por acreditar firmemente no potencial local como fator de progresso e desenvolvimento econômico.
A sua passagem pela Presidência do CNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, entre 1980 e 1985, foi importante e emblemática para a área de ciência e tecnologia, pois promoveu a disseminação de Núcleos de Inovações Tecnológicas e a implantação de Parques Tecnológicos em todo o país, além de implantar programas que proporcionaram uma mais ampla integração entre as Universidades, Institutos de Pesquisa e empresas.
Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque é uma legenda e um nome nacional na área de promoção da educação tecnológica, da pesquisa e desenvolvimento e da ciência e tecnologia. Exerceu importantes cargos, dentre eles podemos citar que foi representante da Região da América Latina e Caribe no ComitêExecutivo da World Association of Industrial and Technological Research Organizations (WAITRO), entre os anos de 1985 a 1988. De 1998 a 2004, foi diretor do Centro de Ensino Superior da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica de Manaus. Foi também Presidente do CRUB-Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, entre 1977/1978 e Assessor Especial do Ministério da Educação, no período de 1985 a 1988. Atualmente é Secretário Executivo da ABIPTI - Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica.
O seu trabalho, por profícuo e importante, já foi distinguido e reconhecido com honrarias de diversas instituições do país e do exterior, tendo recebido o título de DoutorHonoris Causa das seguintes Universidades: Universidade Federal do Maranhão, Universidade Federal de Lavras, Universidade Federal do semi-árido do Rio Grande do Norte, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Waterloo University of Canada e Universidade Federal da Paraíba.
Mas, nenhum, segundo as palavras do homenageado, tem a importância do título concedido pela Universidade Federal de Campina Grande: Eu recebo essa homenagem com muita honra, com um sentimento de que o meu esforço de tantos anos pelo ensino superior da Paraíba se traduz em algum reconhecimento; e, como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) resultou de um desmembramento da Federal da Paraíba, gratifica- me, mais ainda, ter recebido - háuns dez anos atrás - um título também de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba, quando ainda era uma só. Agora, após a separação, os órgãos superiores da UFCG também me concederam uma homenagem que, provavelmente, será a última da minha vida. Dos meus mais de dez títulos de Doutor Honoris Causa, esse certamente será o último. E, portanto, maior a sua importância.
Durante a solenidade, o Professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, assim se pronunciou sobre a honraria: Sinto-me honrado por receber essa homenagem, que considero um reconhecimento pelo trabalho que realizei em prol da sociedade; homenagem muito especial, já que recebo de amigos com quem trabalhei e convivi por tantos anos. Hoje, vejo com satisfação a UFCG, sob a liderança do professor Thompson Mariz, retomar o processo de regionalização e interiorização do ensino superior por mim iniciado quando reitor da UFPB, e interrompido há mais de 20 anos. Continuo acreditando que o Semi-árido é viável, desde que haja conhecimento e qualificação.
Ao concluir minhas palavras sobre o Professor Lynaldo Cavalcanti, não sem antes dizer que todas as honrarias e homenagens ainda não serão suficientes para quem, durante toda uma vida, dedicou e ainda dedica seu tempo, seu saber para a melhoria das condições de vida de seus semelhantes, utilizando um dos melhores instrumentos postos à disposição do homem que é a educação, tomo emprestado as palavras do Reitor da UFCG, Thompson Mariz, em seu discurso de saudação, que bem sintetizam o Professor, Humanista e Intelectual Lynaldo Cavalcanti:
Toda homenagem prestada ao mestre não é ainda suficiente para demonstrar a nossa gratidão. Durante seu reitorado na UFPB, o Dr. Lynaldo assumiu riscos e metas audaciosas, visando estimular o progresso da universidade e da região, por acreditar que a educação pública, em todos os níveis, especialmente o ensino superior, é a mais importante providência para fixação do homem no interior. Gostaria de dizer, Dr. Lynaldo Cavalcanti, que o sonho plantado pela sua liderança visionária não morreu. Esteve adormecido É bem verdade! - durante longos anos de retração de governos passados que impuseram, no mínimo, duas décadas de falta de investimento nas Instituições Federais de Ensino Superior. Mas essa realidade, felizmente, vem mudando!
Fonte: UFCG
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