sexta-feira, 15 de abril de 2011

COMUNIDADE ACADÊMICA CELEBRA OS 75 ANOS DO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS DA UFPB

REITORIA INAUGURA CONJUNTO DE OBRAS NO CCA

Hospital Veterinário, RU, bloco de sala de aulas, ambiente de professores e laboratórios foram entregues ao Centro de Ciências Agrárias durante as comemorações dos seus 75 anos.

Inaugurações, palestra e homenagens marcaram as comemorações dos 75 anos de implantação do Centro de Ciências Agrárias (CCA), campus II, da Universidade Federal da Paraíba.

A solenidade da quinta-feira (14/4) contou com a presença do reitor da UFPB, Rômulo Soares Polari e equipe que inauguraram, junto com a Direção do CCA, um conjunto de cinco obras: Laboratório de Anatomia, Restaurante Universitário, Hospital Veterinário, bloco de salas de aula e ambiente dos professores (1ª etapa).

Em seu discurso durante a solenidade de comemoração dos 75 anos do campus II, o reitor lembrou o empenho e a dedicação dos antigos diretores e da atual Direção na construção do CCA. “Estamos diante de uma solenidade da maior importância, é um centro com excelência no ensino, extensão, pesquisa e que se apresenta entre os melhores do país”.

O reitor lembrou que a educação superior na Paraíba começou exatamente
pelo CCA, estimulando a partir daí outras unidades de ensino no Estado. À frente desse processo estava José Américo de Almeida que “pensava grande, precisamos pensar grande como ele. Naquela época, era muito difícil se imaginar uma escola desse porte no interior da Paraíba”, disse Rômulo Polari, ao citar períodos históricos como esses da criação, estadualização, federalização e expansão da UFPB.

Sobre o atual momento da UFPB, o reitor mencionou o crescimento quantitativo e qualitativo pelo qual passa a Universidade em todos os seus campi. Fez elogios ao Governo Lula no tocante aos projetos de expansão das universidades, lembrando que a UFPB soube aproveitar muito bem esse momento, o que indica que a Universidade continua pensando grande. O Reitor citou dados que comprovam esse crescimento da UFPB. A Universidade aumentou o número de cursos ofertados de 50 para 100 cursos de graduação, com oferta de vagas ampliadas de 3.700 para 8 mil. Quanto aos programas de pós-graduação, a UFPB aumentou de 32 para 43 de mestrado e de 12 para 24 de doutorado.

AMPLIAÇÃO DO CAMPUS II

No caso do CCA, o Reuni, Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades, permitiu que o campus II, em Areia, fosse contemplado com novos laboratórios, Hospital Veterinário, Restaurante, bloco de salas de aula, ambiente de professores, entre outros. Mas os benefícios continuarão, segundo o reitor, que anunciou durante a solenidade de comemoração dos 75 anos do CCA novas obras: reforma de residência universitária, construção de núcleo de inclusão digital, nova biblioteca, clínica de grandes animais, entre outras.

A frota de veículos do CCA também foi renovada, com aquisição de um novo
ônibus, com 54 lugares, que trará mais conforto e segurança às viagens de
pesquisa, estudos e visitas técnicas de todos os cursos do campus II.

Durante a solenidade de comemoração dos 75 anos do CCA, o seu diretor Djail Santos mencionou o crescimento do Centro nos últimos anos, lembrando que esse crescimento não diz respeito apenas ao plano físico, com a criação e instalação de novos cursos e modernização de sua infraestrutura, mas também no plano acadêmico, com a criação e oferta de novos programas de pós-graduação, algo que pode ser verificado nos excelentes índices na avaliação desses programas pela Capes, Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Ensino Superior.

O diretor do CCA destacou a capacidade administrativa e visão de futuro do atual Reitorado da UFPB, que soube, segundo Djail Santos, dinamizar o potencial de crescimento que se vislumbrava para a instituição a partir dos investimentos do Reuni.

“No CCA, já foram contratados os novos professores em vagas do Reuni, elevando o nosso índice de mestres e doutores a 97%, um dos mais altos da instituição. Também já foi realizado concurso para 40 servidores técnicos para apoio às atividades de ensino, pesquisa e extensão”, frisou o diretor Djail Santos.

A solenidade de comemoração dos 75 anos do CCA contou com palestra do historiador Francisco Tancredo Torres, membro do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (IHGPB) e ex-aluno do CCA.

Também foram homenageados ex-alunos, servidores técnicos e professores aposentados, conselheiros do Centro, além de ex-dirigentes do campus. Foram mais de 100 homenageados. O evento contou com a presença de representantes do Governo do Estado,Prefeitura de Areia, parlamentares, praticamente todos ex-alunos do campus II.

Da parte da Reitoria, além do reitor e da vice-reitora, Maria Yara Matos, estiveram prestigiando a solenidade comemorativa os pró-reitores, Marcelo Lopes, da Administração; Isac Medeiros, da Pós-graduação; Arimatéa Lucena, da Gestão de Pessoas, além do Prefeito Universitário, Alessandro Cunha Diniz, representante da Pró-reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, Fernando Augusto, coordenador do Núcleo de Tecnologia da Informação, Sérgio Albuquerque, diretora do Pólo Multimídia, Sandra Moura, Duda Carvalho, assessor de Comunicação da Reitoria, entre outros auxiliares.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB

AREIA PRESTA HOMENAGEM AO CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

A Prefeitura de Areia fez circular na imprensa da Paraíba material impresso parabenizando o Centro de Ciências Agrárias pelos seus 75 anos Fonte: Agência de Notícias da UFPB.

Na edição de sexta-feira (15/4), do Correio da Paraíba, a Prefeitura de Areia publicou página inteira no jornal em reconhecimento a contribuição do CCA da UFPB para o desenvolvimento da cidade.

Na nota, a Prefeitura destaca que ao completar 75 anos o Centro de Ciências Agrárias da UFPB se projeta nas diversas e importantes áreas do conhecimento que as ciências agrárias e ambientais abrangem, “graças a dedicação de seus docentes, técnico-administrativos e estudantes”.

A nota lembra ainda que o CCA de hoje é a concretização de um sonho intelectual e político de José Américo de Almeida, que teve a idéia de criar a 4ª Escola de Agronomia na região Nordeste e a 11ª no Brasil.

Prédios que foram entregues pela Administração Central da UFPB, como o Hospital Veterinário, Laboratório de Anatomia, Restaurante Universitário, estão entre as obras citadas pela nota como resultado do extraordinário crescimento do Campus II, além de mencionar obras que estão em processo de conclusão e a qualificação do seu corpo docente e de técnicos.

Fonte: Agência de Notícias da UFPB

ALUNOS DO CCA PARTICIPAM DA MISSA UNIVERSITÁRIA

Nesta quarta feira a Comunidade Acadêmica do Centro de Ciências Agrárias da UFPB participou da tradicional Missa Universitária que realizou-se no auditório do Departamento de Solos e Engenharia Rural.

A missa foi celebrada pelo Pároco da cidade de Areia, Padre Paulo José e contou com a participação de alunos, professores, funcionários e demais pessoas ligadas ao CCA.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

MISSA UNIVERSITÁRIA SERÁ REALIZADA DIA 13 DE ABRIL

A comunidade católica do Centro de Ciências Agrárias da UFPB realizará na próxima quarta feira, 13 de abril, a já tradicional Missa Universitária.

Segundo informações fornecidas por Laís Leite Barreto, estudante do curso de Ciências Biológicas, a celebração terá lugar no auditório do Departamento de Solos e Engenharia Rural e será celebrada pelo Padre Paulo José que desde fevereiro do ano em curso é o novo Pároco da cidade de Areia.

Serviço:

Evento: Missa Universitária
Data: 13/04/2011
Local: Auditório do Departamento de Solos e Engenharia Rural
Maiores informações: 9955-6004 (Laís)

CENTRO ACADÊMICO DE MEDICINA VETERINÁRIA TEM NOVA DIRETORIA

O Centro Acadêmico do curso de Medicina Veterinária do Centro de Ciências Agrárias da UFPB realizou nesta terça feira, 07 de abril eleições para escolha de sua nova diretoria.

Durante o pleito a chapa "Unidos pela Medicina Veterinária" obteve 124 votos e foi registrado um voto nulo.

O novo Presidente do CAMEV é Rafanele Trajano de Sousa, estudante do quinto período de Medicina Veterinária, que substitui Severino Bernardino de Sena Netto que cumpria o seu segundo mandato.

As propostas apresentadas pela nova representação discente são as seguintes:

- Reivindicar a abertura e correto funcionamento do Hospital Veterinário;

- Contribuir para uma melhor organização da Semana do Médico Veterinário (SEMEVET);

- Reivindicar uma melhor estruturação da sede do CA;

- Promover a integração das turmas de Medicina Veterinária;

- Trabalhar pela união da classe estudantil, assim como integração entre os Centros Acadêmicos;

- Formalizar as lideranças de turmas;

- Participar ativamente na escolha da Coordenação de Curso;

- Promover a realização de assembléias periódicas com todos os representantes de turmas para debate de assuntos de interesse comum.

A editoria deste blog deseja sucesso à todos e se coloca a disposição para ajudar no que for possível.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

ORGÂNICOS SÃO MAIS ECOLÓGICOS?


Tema exige debate responsável e isento, com base na Ciência, afirma pesquisadora.

Lúcia de Souza*

Qualquer atividade exercida pelo ser humano gera impactos no meio ambiente, sejam eles com implicações sociais, econômicas ou ecológicas, de maior ou menor intensidade.

Diversos fatores podem estar relacionados a esses impactos e diversas medidas podem ser tomadas para minimizá-los.

No caso da agricultura, prática que é realizada pelo homem há mais de 10 mil anos, há bons motivos para que sejam desenvolvidas e implantadas abordagens para reduzir o impacto ambiental, como substituir inseticidas antigos por alternativas mais eficientes e menos prejudiciais. Porém, noções pré-concebidas e posições inflexíveis dificultam a discussão mais ampla e séria a respeito das melhores soluções possíveis.

Uma ideia ainda muito difundida é a de que tudo que é "natural", ou seja, encontrado na natureza, é mais seguro ou mesmo inofensivo tanto para a nossa saúde como para o ambiente. A crença de que efeitos da agricultura orgânica são mais tênues para o ambiente do que produtos químicos sintéticos presume que é melhor utilizar as variedades minerais de pesticidas naturais, a exemplo de cobre, enxofre, potassa cáustica, piretrinas, piretróides, rotenona etc.

Mas o que se sabe realmente sobre a segurança de produtos químicos naturais? Na verdade, há inúmeros exemplos de produtos químicos naturais que são tóxicos.

Recentemente, um grupo de cientistas canadenses comparou o impacto ambiental de inseticidas sintéticos novos com o de naturais usados na agricultura orgânica para controle de pulgão em soja. Os inseticidas orgânicos testados, além de menor eficácia, tiveram um impacto semelhante ou até maior em várias espécies de inimigos naturais. Em laboratório, foram mais prejudiciais para os organismos de controle biológico em experimentos de campo e tiveram um Quociente de Impacto Ambiental maior. O estudo mostrou ainda que os pesticidas novos vêm melhorando e que nem sempre os orgânicos são ambientalmente mais ecológicos do que os convencionais. Portanto, o melhor é não rejeitar tecnologias com menor impacto ambiental com base em suposições ou ideologias.

Outro exemplo similar é a importância da produtividade na agricultura. Muitas vezes esse aspecto é visto de forma negativa, como se a produtividade fosse importante exclusivamente por interesses econômicos. São desconsiderados a melhora na qualidade de vida da sociedade, a maior qualidade nutricional dos alimentos e os benefícios à saúde do planeta. Do ponto de vista humanitário, a intensificação agrícola melhora diretamente a saúde humana e salva vidas, na medida em que aumenta a oferta de alimentos disponíveis.

Além disso, há também o legado ambiental da produtividade, que é menos óbvio. Há muito tempo se reconheceu que a maior produtividade da lavoura tem poupado o aumento da área agrícola para obter a mesma quantidade de alimento. Ou seja, evita a destruição de florestas ou ecossistemas que lesa a biodiversidade vegetal e animal. Mas ainda há dúvidas sobre a capacidade da agricultura moderna para equilibrar as necessidades humanas e ecológicas tanto no presente como no futuro.

Considerando que a agricultura é reconhecida como fonte considerável de emissões de gases e que devemos aumentar os esforços para mitigar o efeito estufa, Burneya e colaboradores analisaram o efeito da intensificação agrícola entre 1961 e 2005. A descoberta é interessante: enquanto as emissões de gases provenientes da produção e aplicação de fertilizantes aumentaram, o efeito líquido total graças ao maior rendimento fez com que fossem evitadas até 161 gigatoneladas de emissões de carbono desde 1961.

Obviamente todos os sistemas agrícolas são importantes, cada qual com suas vantagens e desvantagens e, além destes, existe toda uma gama de aspectos a serem considerados para reconhecer as melhores opções. Entretanto, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), há um bilhão de pessoas famintas no mundo. A população segue crescendo e, sem dúvida, proteger o meio ambiente da melhor maneira é necessário.

É imperativo que tratemos desse tema de maneira responsável e isenta, afastando da discussão as questões ideológicas que permeiam sempre as questões ambientais. Está mais do que na hora de tomarmos a ciência como base para indicar a combinação ideal de opções mais sustentáveis e inteligentes para a produção de alimentos, que melhor sirva para cada região e cultivo.

*Lúcia de Souza é bióloga, doutora em bioquímica e membro da Public Research and Regulation Initiative (PRRI).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bahlai, C. A., Y. Xue, . (2010). "Choosing Organic Pesticides over Synthetic Pesticides May Not Effectively Mitigate Environmental Risk in Soybeans." PLoS ONE 5(6):
Burneya, J.A.; Davisc, S. J., and Lobella, D.B., 2010. "Greenhouse gas mitigation by agricultural IntensificationProceedings of the National Academy of Sciences, www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.0914216107 http://www.pnas.org/content/early/2010/06/14/0914216107.full.pdf+html